Dedáleo

Pelos portais da cerca a sutileza. Se enxerga da dedálea faculdade.

Mês: agosto, 2014

Lar

Eu não digo que seja orgulho, mas eu gosto de ser brasileira. Não gostaria de ser alemã, nem americana, nem japonesa.

Essa terra tem mil e um defeitos, mas eu também tenho. Logo, estamos quites e estamos nos dando muito bem.

Ela nunca me impediu de ir conhecer outras fronteiras, nunca foi ciumenta. Eu posso voar e quando voltar ela vai estar aqui sempre me acolhendo. Nenhum outro lugar me acolhe como o meu lar.

E o meu lar é o Brasil.

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Lua

Foi em Noronha que eu descobri que a Terra tem um satélite chamado Lua.

A Lua, pra quem vive nas cidades e não sabe, reflete a luz do Sol tão bem quanto um espelho ao ponto de eu duvidar que ela não tem luz própria.

Então eu fico sentada olhando pra ela e pro céu ao redor pensando como eu sou uma privilegiada por poder vê-la de um jeito que pouca gente pode. A vida nas cidades nos roubou muita coisa. Disso não tenho duvidas.

Eu ainda fico embasbaca toda lua cheia em Noronha. A claridade é tanta que eu me pego pensando que o Sol congelou na aurora ou no crepúsculo.

Observar a sombra ao luar, o mar todo prateado, nascer e o pôr da lua (instantes em que a Lua quer ser Sol e vira um disco dourado gigante) são momentos que os arranha-céus cortaram da nossa vida ao machucar o firmamento.

Pedra, Papel e Tesoura

Sabe quando a gente acha ilógico o jogo de pedra, papel e tesoura e não consegue entender o porquê de o papel vencer a pedra?

Em Fernando de Noronha eu descobri a resposta. Se você prestar atenção que o que impede uma pedra enorme de rolar penhasco abaixo é uma única raiz, você percebe quem tem a verdadeira força.

A água deforma a rocha, a raiz a limita. E no fim, descobrimos que a pretensa força da rocha é das mais fáceis de vencer.

E o jogo volta a fazer sentido.